Asherah e Buddha Tārā: uma associação possível?

A tradição judaica é marcada fundamentalmente pela presença de um monoteísmo patriarcal. De acordo com o dogma religioso convencional, existe apenas um Deus. Tendemos a supor que nossos antepassados devotadamente acreditavam no mesmo. Mas a verdade é que a Bíblia também mostra, repetidas vezes, que esse não era o sistema de crença predominante entre os antigos israelitas. Na verdade, o povo de Israel nem sempre foi monoteísta. Afinal, essa crença em um único Deus originou-se a partir de uma construção cultural-religiosa que ocorreu entre os séculos IX e V a.C. Ou seja, houve muitas fases de expressão do panteão religioso israelita até que ele chegasse a síntese teológico-cultural mais propagada.

Acontece que o Antigo Testamento da Bíblia está repleto de referências a outras divindades além de Javé (Yahweh), o Deus Criador: os profetas não negaram a existência desses deuses, eles simplesmente não achavam que os judeus deveriam adorá-los. Os diferentes escribas que escreveram a maior parte do cânon bíblico acreditavam que o mundo incorpóreo era povoado por uma multidão de deuses, mas que os hebreus não deviam adorar nenhuma dessas outras divindades, apenas Yahweh (que é o que os estudiosos chamam de monolatria). Isto é explicitamente declarado no Segundo Mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:3).

A consolidação do monoteísmo patriarcal judaico suplantou representações femininas de Deusa. No entanto, as recentes investigações da Arqueologia Bíblica apresentam novas evidências que podem criar novos paradigmas no campo da literatura e religião no universo bíblico: acontece que recentes escavações arqueológicas se tornaram uma grande fonte para compreender o cotidiano dos ancestrais do povo israelita e compreender que Israel, nos seus primórdios, prestava culto a diversas divindades.

Há algumas pesquisas que tratam do culto às Deusas no Antigo Israel, com especial atenção a uma deusa conhecida como Asherah, que é geralmente associada ao culto da fertilidade. A partir dos registros bíblicos, pode-se inferir que, a partir das reformas estabelecidas pelo rei Josias (conforme 2Rs 22-23), o culto às representações femininas foi sendo abolido e suas características foram assimiladas pelo culto à Javé. Ou seja, o javismo não só se apropriou de elementos característicos do deus El e do deus Baal, mas também das divindades femininas, como de Asherah (conforme pode-se verificar em Os 14,9). Ao atribuir características que eram próprias de Asherah a Javé, o culto a Asherah, de certa forma, continuou vivo no imaginário da população. De maneira que, práticas do culto a Asherah possam ser percebidas até períodos bem tardios na história de Judá (Ct 8,5b).

Particularmente, após a descoberta das inscrições do sítio arqueológico de “Kuntillet ‘Ajrud” houve uma mudança radical no conceito de culto que se tinha em Israel e Judá até então. Esse nova abordagem reconhece a diversidade de divindades presente em toda Canaã, um fator que influenciou diretamente sobre as práticas religiosas do povo de Israel e Judá. Pela grande quantidade de imagens femininas encontradas nas escavações arqueológicas, é provável que o culto às divindades femininas em Canaã fosse muito maior que o culto às divindades masculinas. Esta supremacia parece estar ligada ao atributo da fertilidade. Uma destas divindades femininas fortemente presente em Canaã é Asherah.

Curiosamente, as representações da deusa Asherah possuem muitas semelhanças com uma deidade do budismo conhecida como Tārā. Mas afinal, será possível a correlação de imagens que não pertencem ao mesmo espaço geográfico e contexto histórico, mas que, contudo, apresentam grandes similitudes? É o caso da imagem de duas divindades femininas, Asherah e Buddha Tārā, que apresentam características surpreendentemente análogas.

Em termos de seus atributos físicos e de sua identificação com elementos da natureza, pode-se afirmar que ambas possuem fortes características ligadas à fertilidade e à maternidade. Além disso, ambas têm em comum a iconografia da árvore, com possível associação à Árvore da Vida (Asherah: terebinto, carvalho e tamareira; Tārā: asoka e bodhi). Ambas também seguram flores de lótus em suas mãos, que simboliza o poder da criação (de gerar vida) e da pertença à linhagem divina. Ambas são representadas de pé e sozinhas, desacompanhadas de representação masculina. E por último, mas não menos importante: ambas foram perseguidas e colocadas à margem por religiosidades patriarcais.

É possível afirmar que, por força de relações políticas e comerciais entre povos, mesmo de regiões distantes, seria possível que houvesse troca ou intercâmbio de símbolos e seus significados, vindo a influenciar ou a servir de inspiração para incorporar tais elementos na criação de novos arquétipos. Por exemplo, pode-se afirmar que, graças às invasões de Alexandre o Grande em território indiano, houve trocas entre cultura indiana e grega, o que deu origem ao greco-budismo, no séc. IV a.C., e sob, essa efervescência de novidades, surgiram as primeiras representações antropomórficas do Buddha histórico. Contudo, é provável que já antes de Alexandre Magno houvesse contato comercial e cultural entre a Mesopotâmia, o Levante e as regiões asiáticas. Com a domesticação do camelo, por volta do século X-IX a.C., que foi o meio de transporte que tornou possível o intercâmbio comercial entre os dois mundos, iniciam-se aos poucos as rotas comerciais de seda, especiarias e outros produtos. É possível que elementos característicos de Asherah pudessem ter sido assimilados na iconografia budista, juntamente com outras interações culturais.

O culto a Asherah é atestado em tempos muito remotos, que adentra possivelmente ao terceiro milênio a.C. Pesquisadores afirmam que a primeira referência escrita à Asherah ocorre na Mesopotâmia, no tempo de Hamurabi, séc. XVIII a.C. Nos textos ugaríticos do segundo milênio a.C. a menção à Asherah ocorre com maior frequência. Ali, em especial no ciclo de devoção a Baal, Asherah é mencionada como a consorte de El, como a Deusa mãe dos deuses do panteão e como aquela que amamenta seus filhos deuses.

Nos textos ugaríticos, a consorte de El era Athirat (’Atirat), a Deusa mãe. No antigo Testamento o nome Athirat, consorte de El, aparece como Asherah. Apesar de esta visão ser quase um consenso entre os/as pesquisadores/as, ela não é unânime. Alguns pesquisadores afirmam o seguinte: um dos argumentos mais insistentes é de que a característica de Athirat, como consorte de El, é a maternidade, o que a tornaria a mãe dos deuses. A característica de Asherah do Antigo Testamento (AT), por sua vez, seria a fertilidade, a Deusa da fertilidade. Além disso, nos textos ugaríticos, Athirat se encontra ao lado de El, enquanto no AT a Asherah é associada a Baal. Ademais, nos textos ugaríticos Athirat é relacionada ao mar, enquanto no AT não aparece esta relação.

O nome de Asherah no AT, quando é referido na forma singular, provavelmente diz respeito à imagem de uma mulher; quando o nome é referido na forma plural, então a tendência é se referir a uma árvore, ou a um tronco de madeira. Trata-se de outra forma de culto à Asherah, principalmente quando relacionado à fertilidade da terra.

Há indícios arqueológicos de que Asherah não é associada somente a Baal, mas também é mencionada ao lado de Javé. Ela aparece ao lado de Javé nos escritos de Kuntillet ‘Ajrud e no templo javista de Arad. Além disso, no Livro de Reis (2:23), por exemplo, a Asherá se encontra no templo de Jerusalém, possivelmente ao lado de Javé.

Em algumas representações, Asherah é representada como uma Deusa de pé sobre um cavalo e segurando flores de lótus nas mãos. Há outras imagens que a representam como uma Deusa de trajes masculinos, em pé, sobre uma cesta e também segurando flores de lótus nas mãos. Em outras figuras, Asherah encontra-se em pé, com suas formas arredondas e partes íntimas bem demarcadas, segurando flores de lótus em ambas as mãos. É muito significativo esse particular das flores de lótus nas mãos da Deusa. A flor de lótus é uma planta aquática da família das ninfeáceas e muito comum no Egito, onde faz parte da mitologia do povo desse país.

A flor de lótus também está presente nas representações da Buddha Tārā. Essa semelhança é muito instigante, a despeito de contextos tão diferentes. Há autores que afirma que a imagem da flor de lótus, enquanto símbolo de poder criador, atravessou vários territórios, de modo que essa migração essa migração teria acontecido por volta do século VIII a.C. É provável que a associação da flor de lótus com Asherah se deva à relação do atributo da Deusa mãe, enquanto geradora de vida, com o útero.

Além das flores de lótus, é evidente o aspecto da fertilidade, da criação, da vida e nutrição nas representações de Asherah. Por isso, as representações da Deusa ilustram uma figura feminina com seios muito fartos, quadris largos e partes íntimas expostas. Todas essas características e atributos estão representados em igual forma em Buddha Tārā.

As referências à Buda Tārā em textos budistas são encontradas desde o séc. V d.C., entretanto, as datas atribuídas não são consenso entre os pesquisadores e pesquisadoras. Pode-se notar que as imagens de Buddha Tara encontradas em sítios arqueológicos importantes possuem a seguinte descrição: ela está em pé, com seu corpo inteiramente desnudo, com as partes íntimas expostas, quadril e seios acentuados. A mão esquerda segura um lótus, que na iconografia de Tārā trata-se de um lótus azul, utpala (Nymphaea caerulea). Temos aqui várias semelhanças com as imagens de Asherah: Assim, como Asherah, Tārā está de pé, corpo desnudo, órgãos genitais expostos e avolumados e com flores de lótus nas mãos.

Pode-se afirmar que há outra aproximação de significada da Buda Tārā com a Deusa Asherah: em ambas as imagens há correlação do lótus com o aspecto da criação. No caso de Asherah, ela é a Deusa progenitora dos deuses, os filhos de El. No caso da Buda Tārā, ela é vista como “a mãe de todos os Budas”.

Alguns autores afirmam que Tārā possuiria o papel de destaque dentro do budismo Mahayana por seu aspecto maternal, como uma Deusa Mãe que resgata do perigo, arquétipo também conhecido no continente europeu, das associações com as divindades Artemis, Ísis e até mesmo com a Virgem Maria. Há ainda outro significado importante que o feminino representa para o budismo Mahayana. Além disso, Buda Tārā é considerada como um ser desperto que escolheu a forma feminina por escolha própria, a fim de mostrar que o corpo de uma mulher é pelo menos tão bom quanto o de um homem para beneficiar os seres e alcançar o estado da iluminação. Por esse motivo, Tārā pode ser considerada uma das primeiras junto à tradição budista Mahayana, por força de seu exemplo, ao se dedicar para provar que o corpo feminino é igual ao masculino, e não inferior. Podemos afirmar que este fator, provavelmente, foi determinante na perseguição ao culto de Tārā, assim como com relação ao culto de Asherah.

Diante do exposto, podemos afirmar que há ainda uma relação mais forte referente ao aspecto da compreensão do feminino através da vida e a geração da vida, como chave de compreensão, tanto de Tārā quanto de Asherah. Maya é o nome da personagem que trouxe o Buddha Śakyamuni ao mundo em que habitamos, e Tārā é a mãe que faz nascer e surgir todos os Buddhas, os completos despertos. Ambas assumem o papel da maternidade. Acontece que o aspecto feminino é tratado no Tantrayana tibetano como a sabedoria do vazio de existência inerente e, então, somente através da combinação entre aspectos feminino e masculino é que pode surgir um Buddha. É um sistema interdependente necessariamente e, se assim não o fosse, não seria possível o resultado e objetivo final, o do completo despertar ou iluminação.

Finalmente, com relação à flor de lótus, ela possui muitos significados na cultura budista: representa o Caminho Óctuplo do Buddha representa o Bodhisattva Avalokiteśvara, pelo fato de segurar em sua mão uma flor de lótus. Ainda, a flor de lótus representa a saída do saṃsāra, do ciclo de sofrimentos aprisionador.

Pode-se afirmar que há uma estreita relação entre as representações femininas de Asherah e Tārā. Ambas possuem fortes aspectos ligados ao culto da fertilidade, com formas arredondadas, enfatizando exterioridades da fase pós-gestacional, do parto e nutrição da vida que surge. Demonstram a abundância. Tudo se resume no intuito de revelar o caráter sagrado da maternidade, de nenhuma forma um papel subalterno ou secundário. Outro aspecto bastante em comum em ambas as Deusas é a figura da árvore, cujo provável imaginário está associado à Árvore da Vida. Em Asherah a representação em alguns tipos de árvores é mais comum, como o terebinto (Elah, que hebraico é o feminino de El), o carvalho, a tamareira e até a macieira. Em geral, esta associação está ligada à fertilidade, ao gerar vida e à nutrição. Em Tārā a associação com alguns tipos de plantas e árvores também acontece, como é o caso da asoka (Saraca asoca), considerada sagrada no oriente, e da bodhi (Ficus religiosa), a árvore do completo despertar ou da iluminação.

No que diz respeito à flor de lótus, que ambas as imagens seguram em suas mãos, também não é possível negar uma correlação entre as duas Deusas. Como visto, a flor de lótus simboliza o útero, a pertença à linhagem divina e o poder da criação, do gerar vida. A própria Tārā, conforme afirma a tradição, teria surgido do lótus, o qual teria nascido de lágrimas de Avalokiteśvara.

Convém mencionar ainda as representações das imagens em pé e sozinhas, sem outra representação ao seu lado. A postura em pé parece indicar a disposição para agir com rapidez em auxílio das pessoas que suplicam por proteção e cuidado. O fato de elas serem representadas sozinhas e desacompanhadas de uma representação masculina é instigante, uma vez que as sociedades que geraram essas representações não serem conhecidas historicamente pela igualdade de tratamento entre homens e mulheres. Ou seja, entendemos esta representação como uma atitude insubmissa das Deusas e das/dos que as cultuam a uma divindade masculina e a exigência de um tratamento em pé de igualdade.

Todas estas características das Deusas Asherah e Tārā proporcionaram grande força às mulheres na luta pela sobrevivência. Mas, o culto a elas também foi vítima de muita perseguição e marginalização. Asherah foi excluída do templo de Jerusalém e demonizada pela literatura deuteronomista. O culto à Tārā foi perseguido, imagens foram destruídas e grande parte de sua literatura se perdeu.

Então, é possível concluir que de alguma forma o simbolismo das características do feminino retratado em Asherah tenha sido levado até outras regiões, chegando à longínqua Índia e regiões adjacentes e, séculos mais tarde, influenciado a iconografia de Tārā.

– Por Patricia Palazzo e adaptado por Michel Pena.

Saiba mais acessando o artigo na íntegra em:

https://www.metodista.br/revistas/revistas-metodista/index.php/MA/article/view/9869

Imagem: Buddha Tare. Buddha feminino. Licença pública. Imagem da caverna n°6 do complexo de Ellora.

 

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